segunda-feira, 25 de julho de 2011

Domênica

Não dá pra dizer que vai ser fácil.
Não vai ser fácil acordar todas as manhãs, olhar pela porta e não ver sua carinha me "sentindo" de longe,
Não vai ser fácil todo dia de noite dar "boa noite meninas!" sem lembrar que você não está mais lá,
Chegar do trabalho e ter que gritar duzentas vezes "Não sobe!Olha minha perna!" e depois sentar no chão afagando seus pêlos ásperos mas que agora, me fazem tanta falta.
Olhar tudo em volta e lembrar quanta bagunça a dupla dinâmica fazia,
E ainda perceber que meu quinteto fantástico agora é um quarteto sem graça.

E hoje, errar o nome ao chamar pra brincar e sentir o arrepio da ausência rasgando a pele.
Perceber os olhos lacrimejando cada vez que lembro do nosso último adeus.
Lembrar que eu não estava lá quando você partiu.

Não dá pra dizer que vai ser fácil colocar outro em seu lugar,
Porque esse lugar é só seu e essa é a nossa história.
Porque cada dia sem você é um reaprender a entender as manias dos outros quatro
que também amo, mas que respiraram sua essência e brilharam o seu brilho todo esse tempo.
Às vezes acho que eles também choram.

Amo cada dia saber que lutei tanto pra que você fizesse parte da minha vida.
E ter feito parte da sua, saber que nos amamos incondicionalmente como dois humanos ou dois animais.
De ter te desejado pra mim, desde o momento da sua vinda ao mundo, sim, és como filha pra mim!
E sofro como uma mãe a sua ausência nos meus dias.

Eu fui você e você soube entender tudo que meu olhar dizia.
Nunca gostou de me ver chorar, mas partilhou minhas alegrias.
Soube me dizer adeus da maneira mais linda que sabia (e podia) e que as condições físicas permitiam.
Desculpe se eu não tava lá pra ver e sentir seu último suspiro,
Mas é que no mundo dos humanos as atribulações exigem um pouco mais.

Quem sabe o destino não quiz assim?!
E de repente você escolheu me deixar sair pra buscar ajuda
Sabendo o tamanho da dor que seria...
Me despedir.


* Post iniciado em 23/03/2011 às 13:54h e finalizado hoje.

Borboletas

Ar de liberdade,
toque de leveza,
voando de flor em flor
Abre asas para a beleza.

Pensamento pode ser livre
A alma pede clareza,
Voando mundo afora
Lá se vai
A borboleta

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sabem que eu ando sumida...
É que parece que a inspiração que às vezes me invade, se esvai com a mesma facilidade e rapidez com que chega.
E nem sempre há tempo hábil para torná-la um post, um poema, um conto.
Nem te conto.
Dia desses tive o insigth de uns versos enquanto tomava banho. E como celular é algo que parece que depois que se tem, não se vive sem. Estava o meu lá, no banheiro.
E num súbito processo de criação comecei a gravar as palavras que fluíam em mim, com a mesma intensidade da água morna que escorria por minhas costas.
E findado essa "vibe", tentei ouvir tudo o que disse, (pago $1 se alguém me ajudar a lembrar) percebi que só havia espaço de 0:05 para as notas de voz.
Foi o tempo de um suspiro.