E sinto dentro de mim a brandura de alguém que precisa se aninhar
Pra compreender a tempestade que rompe os céus dos pensamentos.
É preciso fincar os pés fora da rima para deixar
Que as palavras fluam através de minhas mãos que digitam vorazes
A dor do peito que quer explodir ao som do fado.
Minh'alma de pura angústia soluça a candura de um alguém
Que murmura em um canto sua dor
De amor...
Fala aos meus ouvidos e ao meu coração
Parece que é o passado que me chama
Através de uma simples canção
Como se fosse abrandar um sofrimento inexistente
Deixar que tudo isso floresça em mim
E doa como o corte profundo na carne
A solidão profunda a condoída
A vontade de voltar pra onde nunca fui
Ou de onde nunca saí.
É um lamento tão forte e ao mesmo tempo tão confortante
Que por um instante sinto o sangrar de um corpo que não o meu
Por uma paixão perdida que não a minha.
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