segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Foto de um quadro. Tirada por Luís Fernando Sobreira em Porto Seguro
Sincretismos, rituais, patuás...
Há em cada um de nós uma fé adormecida.
Seja em Deus, nas forças ocultas, nos orixás,
Nas crendices da avó, no gato preto do caminho,
Passar embaixo da escada, rezar no cantinho...

Acho belas expressões de fé,
Aquele encontro íntimo com Deus,
Aquela coisa de contato com algo que só quem sente, sabe.
Um arrepio na espinha, uma benzedura, um quebranto, um abre-caminho

Todo mundo desaparece num estalar de dedos
A certeza de que tudo que preciso
é fechar os olhos e me encontrar
nos braços do meu Pai.

Reza forte, Ave-Maria,
Tudo que do mal me protege, do mal me livra.
Pedidos de bençãos, graças atendidas,
É bonito ver Deus tão simples no meio da gira.

Uma guia no pescoço,
Uma flor na mão direita,
Pés descalços,
entrega,
renúncia,
pureza.

Não é um simples cavalo,
é um benfeitor seguindo seu caminho.
São feixes de luz,
São raios de sol,
Daqui de onde estou sinto o defumar
E as almas simplórias que vieram visitar
bailam na fumaça exalada nas proximidades desse céu.

Há um Deus simbolizado,
Cânticos que embalam o espírito,
Parece que algo quer fluir por mim...

MARINHO, Bárbara.



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